quarta-feira, 19 de maio de 2010

Flagelo Urbano - Entre o tempo e a Memória



O discurso é poético, a entrega é torrencial, sofrida e brutalmente sincera.
Flagelo fez a sua poesia encontrar-se numa ponte com a comunicação, e resultou num casamento raro de se ver nos circulos do Hiphop Angolano e até mesmo Lusófono. "Entre o tempo e a memória" pode ser traduzido como os desabafos de um homem solitário, introvertido, perdido nos seus pensamentos. Um intelectual, que ao ser sufocado pela sociedade em que mora encontra ventilação e libertação a partir da musica. Productor e MC. Rap adulto. Esventreia as futilidades da sociedade, posiciona-se ideologicamente sem pudor à esquerda, faz ode ao Fado Português (pra mim um dos pontos altos do EP), à musica independente e admite que só encontra consolo na loucura. Não fosse o isolamento o castigo natural dos mais elevados, daqueles que são inteligentes o suficiente para fazer a sua própria rota para que no final possam encontrar glória em inspirar-nos com os seus projectos e pensamentos. Check it out...

http://www.youtube.com/watch?v=ObdWlVNdbws

www.myspace.com/flagelourbanozo0

Nas Illmatic faixa 7 - One Love.

Salvamarte

terça-feira, 9 de março de 2010

Cantv - A cara da televisão socialista do sec 21!



Há tempos referi-me de forma dura a Hugo Chavez, induzido provavelmente a erro pelo corporativismo internacional. Fiz um estudo consequente e descobri uma serie de iniciativas muito interessantes que o Chavez pos em practica, para além do ensino e serviço de saúde gratuito que são viscerais em qualquer base socialista que se quer olhar no espelho condignamente.

A mais interessante, no meu ponto de vista foi a gestão da Cantv, que ao ser nacionalizada, conseguiu garantir a segurança de emprego que a sua versão privada não cumpriu, aliás mesmo com crescimento estável a a Cantv neo-liberal, decidiu enveredar por out-sourcing e reduções salariais, negligenciando os ultimatos de Chavez que em ultima análise decidiu nacionalizar a cadeia televisiva.

Sob tutela nacional a Cantv conseguiu-se estabelecer como o maior providenciador de internet e televisão sem as pressões lucrativas comuns do mercado livre o que permite desencadear coisas de valor informativo e cultural preciosissimo na educação das massas. Importa salientar que a retomada nacional da empresa privada no contexto socialista moderno não implica gestão do estado mas "empowerment" das comunidades locais, quero com isto dizer que a Cantv é gerida por empresas e investidas locais, de Venezuelano a Venezuelano, o que provocou um impacto impressionante na economia nacional. Também não implica que não há competição, o nemesis do medium Media vai pelo nome de Movistar, privada com bem mais recursos porque opera a nivel continental.

O sistema de nacionalização segundo o governo de Chavez tem a seguinte conjuntura:

criteria for a “socialist” public company
1.Public – not necessarily state-run, as it also refers to community-driven initiatives

2.Equitable – overcoming barriers to access, especially for poorer communities

3.Participative – active and informed participation by diverse groups, not just consultation

4.Efficiency – looking beyond financial efficiency to include factors such as good working
conditions, and a positive environmental record

5.Quality – including means of measuring quality beyond the traditional market-driven indicators

6.Accountability – not only to shareholders but mainly to citizens and workers
7.Fair and horizontal labour relations – key to effective public management, with emphasis on training and active involvement of workers

8.Sustainability – Financial, social, political and environmental

9.Solidarity – Very different to Corporate Social Responsibility. Building solidarity between economic and social sectors nationally and internationally, based on common commitment to social goals.

10.Transferability – Examining whether the experience of the company, as a whole or in part, is transferable to other parts of the country, region or world, including options for public-public partnerships (PUPs).

..,,..

A cantv é uma companhia rentável, sustentável e uma exemplificação majestosa que vai contra a tese neoliberal que o privado é que é bom, porque a premissa deste socialismo moderno, passa por oferecer o poder à comunidade em vez de estrangular com autoritarismo e centralização. O que faz da conclusão antagonica, contraditoria de uma forma linda e libertária, e sugere que a chave para o sucesso socialista no futuro passa pela célebre frase do transcendentalista Thoreau: "o governo que melhor governa, é o que governa" (mas vigia e delega poder).

http://www.cantv.net/


Principal fonte: Transnacional Institute (um grande site para quem quer informação e jornalismo de académicos e pessoas normais, uma alternativa bem mais segura e seria que o "jornal das 8"

http://www.tni.org/interview/venezuelas-cantv-what-should-21st-century-socialist”-telecommunications-company-look

Salvamarte

p.s. Os homens mais elevados são aqueles que sabem reconhecer os seus erros: DESCULPA Chavez! A comunidade rural, pobre e sem meios é aquela que mais beneficiou com todo este movimento.

excerto do artigo do transnacional Institute -

International commentators suggest that Chavez's popularity is falling. Was this your impression? What are the implications for the future of CANTV?

We always hear these forecasts from international commentators and it is difficult to say what will happen in the coming legislative election of 2010. However, if you spend time with grassroots communities where the revolution has empowered ordinary people, it doesn't seem like Chavez's support has fallen. I don't see any likely collapse of his vote in the near future.

Salvamarte

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Movimento Hippie - "Verão do amor - 65 a 67"



A década de 60 é para mim uma das decadas mais bonitas do seculo 20, a poesia, musica e ideias que gerou são intemporais. O movimento Hippie tem um papel muito importante na explicação do desencadear de tanta magia e momentos de génio trancendentais.
Os anos 50 castraram liberdades, o mundo era frustrado e cabisbaixo, a guerra era mundial fazendo de palavras como prosperidade e tolerancia miragens. Com o final da segunda grande guerra, as reformas humanistas impulsionadas pelo socialismo por um lado e a economia a dar os primeiros passos empurrados pelos liberais por outro, fez com que as ideias abafadas pela opressão explodissem na maioria dos países ocidentais. O movimento hippie é um dos fenomenos mais extravagantes dessa explosão de ideias de libertidade e libertinagem, mesmo porque implodiu no panorama cultural americano. Isto aconteceu a meu ver, porque uma das grandes vantagens que os Estados Unidos têm em relação aos demais, e que a maior parte do mundo ainda não conseguiu ver, é um respeito profundo pela voz e ideias dos jovensm, sempre respeitaram muito isso. Podemos mesmo dizer que os 60s são os filhos libertinos dos autoritários anos 40 e 50.

Os hippies, movimento do "verão do amor 65-67" nas decadas mais doentes de sempre, influenciados pela geração beat dos anos 50, kerouac, allen gainsburg, eram transcendentalistas se me permitem adjectivar (passar a um estado elevado de consciencia a partir da êxtase) o que no fundo é apenas uma palavras mais verbosa para uma forma de hedonismo comunitário, afinal não tinham qualquer ideologia, retiraram-se da sociedade convencional porque acreditavam que nós temos é de ser felizes. Usavam bué de drogas, pq achavam que a vida não devia ser sobre acumulação material mas sobre celebração, excitação e apreciação das coisas simples, a partir de uma noção cientifica(tudo que habita neste planeta é composto das mesmas particulas) e espiritual (lsd e marijuana) que esta tudo ligado.

Conseguiram de forma practica viver msm esse sonho durante anos, sem dinheiro, ombreados por uma comunidade activa. Cada um fazia a sua parte, Medicos, poetas, cozinheiros, artistas, adolescentes desnorteados que nada sabiam para além de não quererem seguir a rota dos pais, activistas havia um leque humano categorizado que fatiava responsabilidades . Havia um grupo que tratava apenas da alimentação - os diggers, havia tbm o "oraculo" o jornal hippie com noticias da actualidade, a guerra do Vietname, instrucções alimentares, formas menos nocivas de "triparem" nos halucinogénicos assim como sugestões de literatura, estão entre os Hippies mais celebres que entretanto hoje são ONGs. Outra parte desse eco-subsistema utópico tratou de abrir uma clinica gratuita, que oferecia ajuda 24h para todos os hippies e quem quisesse, passou a haver um organismo vivo auto-suficiente, contra-cultura dentro da America, o pais mais meritocrático e individualista do mundo para cumulo das ironias. Também em frança mas não com o mesmo impacto e independência do Estado, eram pensadores comunistas e filosofos ideologicos.

Os Hippies não eram comunistas, nem anarquistas ou sequer ideológicos...não tinham um lider (É aí que falhamos ao eleger um lider, pq temos Pai e Mãe, somos ensinados depois a seguir para o resto da vida, não acredito mais nisso de Lider)

Os psicólogos dizem que todos nós passamos por um periodo de rebelião na nossa adolescência e que esse motim interno que sofremos é inevitavel, este movimento é para mim a celebração da inocência humana.


A beleza deste sistema é que não foi uma teoria, aconteceu e funcionou por um periodo significante de tempo e influenciou e influenciará a historia da humanidade para sempre, podemos aprender com todos os sistemas.

...Tentem apanhar o Hippie Heaven -

http://www.thevideobeat.com/store/music-documentaries/hippie-heaven-vol-1.html


Hendrix, Morrison, Jefferson Airplanes, Grateful Dead, Janis Joplin...para citar apenas alguns, a musica não seria a mesma sem eles e aqueles que influenciaram...



A grande Janis...mesmo antes de morrer de overdose...Uma das maiores vocalistas de sempre.

Salvamarte

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Richard Hawley!


Richard Hawley de Sheffield Inglaterra, é um compositor pop raro, podemos engavetá-lo como um singer-songwriter possesso de uma voz baritone profunda e melancólica, como se cuspisse sopros de sensibilidade extrema das catacumbas da caverna do Batman. É talvez a segunda vinda do Scott Walker misturado com Sinatra, leonard Cohen e David Bowie. Um compositor doente que não plastifica nem formata. É também um mano lirico na composição pop contemporânea como muito poucos.

Os artic Monkeys, vindos da mesma cidade que Hawley, após terem tido o melhor debut da história de vendas da Inglaterra, ganharam com naturalidade o prémio Mercury, mas ao subir ao palco as primeiras palavras de Alex Turner foram "Richard Hawley has been robbed" na altura os Artic competiam com o disco "Cole´s corner" de Hawley numa fase em que estava mais influenciado por Elvis, Cole´s Corner tem potencialmente a pior capa da história da musica mas como se diz, jamais se deve julgar um livro pela.


Mercury - uma espécie de grammys de musica Inglesa, mas que contrariamente aos Grammys os critérios são originalidade, inovação, talento ao e não se limita ao numero de vendas alias nem é critério - Portishead, Suede, Badly Drawn Boy, PJ harvey, Ms. Dynamite, Franz Ferdinand, Klaxons constam na lista de vencedores previos.





segundo single do album - truelover´s gutter (2009)

http://www.richardhawley.co.uk/

Salvaterra

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Hugo Chavez responsabiliza Estados Unidos pelo sismo no Haiti!


O presidente venezuelano diz que o sismo que devastou o Haiti foi causado pelo teste de uma arma da Marinha norte-americana.

Num comunicado divulgado na rede estatal de televisão venezuelana "Vive" e que ganhou eco na imprensa mundial, o governo venezuelano afirma, com base num relatório preparado pela Frota Russa do Norte, que "o sismo do Haiti foi um claro resultado de um teste da Marinha americana" com "uma das suas armas de (provocar) terramotos".

Segundo o documento, a frota russa do Norte "monitoriza os movimentos e as actividades navais americanas nas Caraíbas desde 2008, altura em que os EUA anunciaram a sua intenção de restabelecer a Quarta Frota, dissolvida em 1950".

O relatório compara "o teste de duas destas armas de terramotos" realizados na semana passada pela Marinha americana. A experiência feita no Pacífico terá provocado um terramoto de magnitude 6,5 em Eureka, na Califórnia, sem vítimas, "enquanto o teste realizado nas Caraíbas provocou a morte de pelo menos 140 mil inocentes", pode ler-se no documento.

Segundo o texto russo, "é mais que provável" que Washington "tivesse conhecimento total dos catastróficos danos que este teste poderia ter sobre o Haiti e por isso posicionou um dos seus comandantes, o general P.K. Keen, na ilha para supervisionar o acontecimento".

Em relação ao objectivo de Washington com os testes, Moscovo e Caracas afirmam que "no resultado final dos testes destas armas está o plano dos EUA da destruição do Irão através de uma série de terramotos pensados para derrubar o actual regime islâmico".

Por fim, o documento denuncia que "o Departamento de Estado, Agência Americana de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Comando Sul dos EUA começaram a invasão humanitária ao enviar pelo menos dez mil soldados e empreiteiros para controlar, no lugar da Organização das Nações Unidas, o território haitiano após o devastador terremoto experimental".


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O problema que se coloca com o Hugo Chavez, é que já nem a nivel interno tem credibilidade. A minoria esclarecida da Venezuela já o conseguiu expor como um mentiroso, propagandista de dimensões de Joseph Goebbels e até como um corrupto ao colocar a familia em postos hegemónicos.

Parece que leu o livro "Como passar de héroi socialista a ditador em 5 minutos" ao utilizar todos os clichés de conservadorismo contemporâneo conhecidos até a data, nacionalizações que não impactuam na condição de vida miserável do povo, mudança da constituição para perpetuar o poder, opressão, propaganda massiva com punho de ferro sob a comunicação social, asfixia da liberdade de expressão. A nível internacional Chavez até já é visto como um palhaço, não soube gerir o mediatismo e expos-se em situações circenses que desiludiram o mais utópico dos esquerdistas.


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"Prova"

Há poucas coisas que tomo como dado garantido, todos os ideias são passiveis de mudança, aquilo que tomo como dado garantido, é que sou fundamentalmente um humanista e um pensador alternativo, mas a isto vindo do Chavez eu digo: PROVA bro!

Mostra o dito relatório, expõe o documento, parte a loiça, deixa o "Rei nu" bro, porque falar já falaste muito e até mesmo os Espanhóis que roubaram o teu país e continente durante séculos não se coibiram de te mandar calar a boca em publico. Digo que és só teoria mano, és só boca, és só incendiário, és só inflamatório bro...estamos fartos disso, portas-te como um palhaço e ninguém nunca vê os frutos das tuas sementes. Acho-te um bêbado de poder, aspirante a Fidel Castro versão fast-food para pseudo-socialistas, não me convences, eu sei que vais querer vir falar bro, mas é escusado, porque é que não te calas e fazes desta vez?




Extraído do - Económico

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O aviso final - Ambientalista James Lovelock!



James Lovelock é um ambientalista com uma teoria muito interessante sobre o ambiente – chama-se teoria Gaia. - O seu percurso é digno de um profeta, tendo previsto o aquecimento Global antes sequer de ter denominação em plena guerra fria. Dedicou a vida inteira a estudar e a teorizar o comportamento do planeta, e mesmo aos 90 anos...continua.


Bro já nos anos 70 começou a falar dos problemas que a Terra esta a enfrentar agora, cheias, aquecimento global, katrinas, tsunamis etc. Explicou tudo que está a acontecer feito Julio Verne a profetizar a chegada dos submarinos, mas como uma teoria académica ao invés de ficção cientifica. Claro que qd apresentou a tese viram-no como um conspiracionista catastrófico demente. Hoje é visto como um herói de dimensão profética, tem um livro acabado de escrever “The vanishing face of Gaia” não sei se foi ou se será editado em Português, mano tá com 90 ANOS! E tá aí lucido a dar entrevistas e a explicar de forma clara e minuciosa cada etapa da sua visão. Acho que sem idolatria, todos nós deviamos pelo menos ouvi-lo, senão pelo seu estatuto de ancião pela dedicação de uma vida à Terra e a humanidade.


Lovelock diz que usar lâmpadas de baixo consumo, emitir menos co2 e andar de bicicleta e os esforços todos que fazemos são futeis apesar de fazer vénia à re-educação da humanidade e à vontade que demonstra em reformar-se,elevar-se e transcender. Contudo, considera já ser tarde demais considerando a envergadura do problema. Portanto considera que mesmo a nivel colectivo já vamos tarde demais, a revolução na Terra é inevitável, “a unica coisa constante no mundo é a mudança”, especialmente quando forçada pelo comportamento suicida que temos nutrido que paralela com a nossa noção ilusória de progresso e avanço.


O Ambientalista Prevê cheias que inundarão as grandes metrópoles do mundo, aumento de temperaturas tão drásticos que a Europa vai-se assemelhar a Baghdad. Lovelock dá profunidade à sua tese, ao afirmar que o planeta vai sobreviver assim como a raça humana, mas a um preço muito elevado, com os sismos, cataclismos, cheias, furacões e potencialmente reconfiguração geográfica, pq gaia –a teoria do organismo vivo, vê o planeta como um ser vivo que vai-se reajustar visceralmente num exercio de sobrevivência.


A salvação já não passa por medidas individuais. Propõe medidas que especialistas reiteram e simultaneamente rejeitam, não estivessemos nós a falar de ciência. A ciência será eternamente dividida. A questão é que este homem já acertou uma vez, o que é que nos faz pensar que estará errado agora? Merece pelo seu percurso, ser levado muito a serio.


Sugestões de James Lovelock:


– Sugere de forma indirecta a reforma do dinheiro, que apesar de ter gerado muito progresso, esta a impossibilitar clarividência e funciona como um lobby estorvador daquilo que é necessário fazer para a manutenção da humanidade e civilização como a conhecemos.



- Defende a utilização de energia nuclear, na medida em que o tabu criado à volta da questão deriva de propaganda da guerra fria, usa o exemplo da Inglaterra que usa energia nuclear há 40 anos e que nunca ninguem morreu ou saiu lesado com a utilização da mesma.


- Mais que a energia nuclear apoia a fusão nuclear e que se esforços fossem alocados pelas “instituições” relevantes sem cinismo, seria uma monumental fonte de produção de energia.


- Afirma que o grande problema relativamente ao ambiente e a resistência à mudança nem são os factores comuns, aqueles que geralmente levam a guerra e às catastrofes da historia da humanidade – comunicação débil, ignorância, medo...tirando a principal – Ambição de uma minoria que detém o controlo e o poder de decisão não tem vontade de tomar as decisões necessárias para o bem colectivo. Toda a história da humanidade tem sido definida pela minoria dos que têm os meios de produção e a maioria à mercê da minoria, neste caso não é diferente senão na consequência final – vamos voltar à estaca 0 como as civilizações primitivas. Lovelock questiona se vamos conseguir salvaguardar o know-how e o legado da nossa história.


- Facto: Investimos mais dinheiro em “ringtones”(toques de telemóvel) do que em desenvolvimento em fusão nuclear, ou como absorver luz do sol.


- Lovelock diz que a redução de dióxido de carbono passa por criar rotinas de transformar o nosso lixo em carvão e que a ideia de enfiar o dioxido de carbono debaixo da terra para reduzir os seus efeitos devastadores é irrealista e que no fundo a industria de produção de energia que tem investido nessa opção sabe disso.

..,,..


Ele fala de forma clara e com analogias simples :


“Pensamos na Terra como um ser vivo – Agora imaginemos que temos um cavalo num estábulo a aquecer, em estado febril, com medo e assustado pela sua vida, acham mesmo que dizer “tem calma, não é tão mau como pensas” o acalmaria?"


“Temos de parar de tentar salvar o planeta, não somos capazes ou sequer temos inteligencia suficiente...o Planeta vai salvar-se a si próprio. Não morrerá nem nós morreremos, mas vão ser tempos extremamente dificeis”


Vivienne Westwood – A fashion designer vê Lovelock como um dos seus idolos e foi ela e a sua influência que permitiram que esta entrevista ocorresse no mainstream. Entrevista Retirada da revista – Dazzed and Confused.







mais info: http://www.jameslovelock.org/




Salvamarte.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Divida Externa latino Americana - Discurso do Embaixador Mexicano


Dívida externa da América Latina


Outro ponto de vista. Também aplicável a África.


O tema é recorrente mas o Discurso é tão inteligente (pelo irónico e humor) que acho que vale a pena refazer a sua leitura.

Dívida externa da América Latina


DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO

Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência
indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.

A Conferência dos Chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e historicamente exacto.


Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os
que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca
autorizei que me vendesse.

Outro irmão europeu explica-me que toda a
dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também
posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos
de prata provenientes da América.

Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!


Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.


Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, com Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à
inundação dos metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados
ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos.


Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.


Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores
da álgebra e de outras conquistas da civilização.


Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar:
Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de
extermínio mútuo.

No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de
500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia
barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual
uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar
de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do
Terceiro Mundo.

Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300
anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus.

Feitas as contas a partir
desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem
não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios
da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do
pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como
primeira prestação da dívida histórica..."

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade
Europeia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.

Simon Cowell - A destruição da musica vs. I-generation





Quotes of the decade

"I'm interested only in making money. I mean, that's absolutely the only criterion I attach. That's it. ... That's the only thing we think about: Will it make money?" (Simon Cowell explains his philosophy).





Esta citação é vista como uma das mais emblemáticas da década e de certa forma, encompassa aquilo que definiu a industria da musica nos ultimos 10 anos, regurgitada pelo homem mais influente do ramo nos ultimos tempos.


Simon Cowell - Icone do Ex-factor, simbolo zénite da destruição da musica, antitese de arte, Rei da formatação e Diabo fascista didator que monta a cada gesto o pedestal da anti-criatividade.

A coisa mais bonita no entanto, é que por mais Simon Cowells e A&Rs dinheiristas que haja a internet e estes excitantes novos tempos, permitem que a melhor musica do mundo esteja disponivel a todos, a 10 min de um download, a um click do mouse, em discos duros e bancos de memoria virtual.

A crise financeira extinguiu o "middle man". O burocrata engravatado que promove a musica de plastico para enriquecer esta a cada passo que o tempo dá mais obsoleto, a reforma da grande editora é eminente. Elas andam aí todas a fazerem cinergias, a comprarem-se umas as outras mas a verdade é que tem os dias contados. Há de haver sempre musica de merda, há de sempre ter mais força popular mas os productos deles hão de ser produtos de 5 min. Os artistas indie hoje fazem carreira ao construir uma base de fãs de baixo para cima, porque não dependem da quantidade de dinheiro injectada na comunicação social e rotação MTV.

Por mais Artistas pré-fabricados que os Idolos, X-factors e programas fast-food criem não têm meios de bloquear o movimento independente ou Internet hegemónico nos dias de hoje.

Susan Boyle, cantora de casa de banho com história de cinderella retirou o titulo aos Artic Monkeys de debut(estreia) mais bem sucedida de sempre, o album teve um registo de vendas astronómico na primeira semana. A diferença é que os Artic Monkeys não nos foram impostos, não nos foram alimentados por um programa fast food de geração de dinheiro, cuja premissa não é premiar o talento, mas premiar aquele que mais potencial tem de vender! (não consigo entender como é que as pessoas aceitam ver e apoiar essa premissa e esses programas). Os Artic criaram buzz no myspace, lançaram o disco numa editora independente que vai pelo nome de Domino, não foram impingidos e publicitados em massa, foram escolhidos pelos amantes da musica, e encheram arenas com word-of-mouth e os lucros das vendas dos discos deles voltou para os seus bolsos e hoje fazem carreira na mesma editora que começaram, com a mesma estrutura. O sucesso da Susan Boyle vai-se traduzir em dinheiro que o Simon Cowell e a cadeia televisiva vão ganhar e em toda probabilidade vai morrer pobre com uma carreira de 5 min.

I-generation

Nem estou preocupado, não é pelo Simon Cowell ditar aquilo que passa na t.v. que a musica relevante deixe de fluir na net e magazines com a mesma força que a àgua corre pelos mares e o sangue percorre as nossas veias. Não é por ele querer destruir a musica que os Grizzly bear deixem de ter 12,000 espectadores nos seus espetáculos, sem promo pop ou reclames televisivos, não é pelas editoras de hiphop investirem milhões em lixo que a mixtape que o Joell Ortiz fez no autocarro do seu tour tenha deixado de me chegar aos ouvidos e que as magazines e bloggers deixem de o condecorar, apenas alguns exemplos entre centenas para provar que...

Há toda uma Igeneration que usa a internet de forma religiosa pra filtrar o lixo e a mentira, que contorna os filmes dos grandes estudios designados a distrair-nos com defecação explosiva e drama plastificado, que queima em fogueira os livros de "celebridades e jogadores de futebol" que enchem os tops das livrarias e rejeita essa musica pornográfica de 3 min. refrão x-factor.

Nós da I-generation puxamos e trocamos ficheiros nobres de filmes musica e livros independente que os Simon Cowells não querem que vejamos. Querem que sejamos burros e ignorantes, mas é tarde demais...a I-generation chegou, e é a coisa mais comunicativa e pedagógica de sempre. Download no meu dicionário é sinónimo de aculturação e educão.





Salvamarte.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

100 anos de Lénine - Obscurantismo


Lenine, pai da revolução comunista russa, foi um dos maiores pensadores do sec. 20.

Este ano marca o centário da obra «Materialismo e Empiriocriticismo» publicada em Maio de 1909,
e hoje mantém-se tão relevante como ontem.

Temos de dar props a quem teve cá ontem para percebermos o amanhã.

A dica mais phat deste livro pra mim ta na sua função contra teses obscurantistas -

O Obscurantismo é um hábito de ocultar factos que possam denunciar ou contraditar actos, opiniões, argumentos e afirmações de certos grupos que se arvoram donos da verdade.

O obscurantismo é uma atitude política, religião ou doutrina que se opõe a difusão dos conhecimentos científicos entre as classes populares.

Obscurantismo, é também um estado de espírito oposto à razão e ao progresso intelectual e material; um desejo de não instrução, um estado de completa ignorância; doutrina contrária ao progresso.

Lénine, nesta obra, analisa portanto esta pretensa «crise da ciência» ou «crise da física moderna».
De uma forma aprofundada, Lénine defende, na sua obra, que:

1.º - Há coisas que existem independentemente da nossa consciência, independentemente das nossas sensações, fora de nós.

2.º - Não existe e não pode existir diferença alguma de princípio entre o fenómeno e a coisa em si. A única diferença efectiva é a que existe entre o que é conhecido e o que ainda não é.

3.º - Sobre a teoria do conhecimento, como em todos os outros campos da ciência, deve-se raciocinar sempre dialecticamente, isto é, nunca supor invariável e já feito o nosso conhecimento, mas analisar o processo pelo qual o conhecimento nasce da ignorância ou graças ao qual o conhecimento vago e incompleto se torna conhecimento mais adequado.

Embora escrito há mais de cem anos, este texto mantém uma extraordinária actualidade, não obstante os avanços no conhecimento científico no campo da Física terem rectificado alguns dos seus postulados.

Numa altura em que, novamente, perante as dificuldades de interpretação dos novos conhecimentos científicos, proliferam concepções obscurantistas, é de todo o interesse debater,
a validade do conhecimento pelo homem dos fenómenos naturais.

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Vivemos num mundo de progresso inédito, a informação gira o globo a velocidades vertiginosas pelo avanço cientifico que amassamos, no entanto o fosso entre os ricos e os pobres nunca foi tão abismal.
Os politicos na maioria dos países comunicam de uma forma obscurantista, ou seja, comunicam de forma que as massas não entedem ou se identificam.

O sistema educacional a escala mundial é obscurantista, educa-nos a ser inaptos sociais, ensinando-nos merdas que têm pouco ou nada a ver a nivel empirico com o nosso dia-a-dia.
Entrei pra faculdade a pensar que ia estudar uma coisa e a experiência provou ser precisamente o contrário, só no meu mestrado estudei aquilo que queria mesmo estudar. Entramos pra faculdade míopes, saímos dela cegos. Sem noção palpável do que andamos 22/23 anos a estudar.

Os média são essencialmente, salvo raras excepções obscurantistas.

A t.v. e maioritariamente obscurantista.

Os estados-nação vitimas de um mercado livre regido por corporações transnacionais, são obscurantistas.

Os productos, canais de consumo e artefactos que definem o nosso consumo são esmagadoramente, obscurantistas.

A verdade indiscutível, o ser ou não ser das questões, o fundamental não aprendemos numa sala de aulas, no telejornal, não tá aí pras massas absorverem. Tá refundido atrás de grupos religiosos, sinergias multinacionais, salas G8, reuniões FMI, bancos, bancos mundiais, gabinetes recônditos das nações unidas, maçonarias secretas,religiosos de batinas, engravatados de bolsa metropole financeira e homens de capital disfarçados de filantropos.

Na era de internet...quem encherga é apenas uma minoria. Ainda 100 anos após, vivemos numa era obscurantista.

Quando era miudo seguia homens, tal como um John Mccandless seguiu um Jack London, Tolstoi para o meio de um Alaska apenas pra morrer sozinho. John, apenas um exemplo entre muitos. Se tivesse seguido os meus idolos até as ultimas consequências como ele o fez, como tive para fazer, hoje certamente não estaria aqui. Importa no entanto, não fazer de nenhum homem Deus porque somos todos apenas humanos e nessa limitação carnal todos falíveis. Temos de saber extrair o melhor de cada homem e sem holofotes teologicos sobre Lenine há uma lição de enternidade a extrair: Um "só sei que nada sei", a humildade de conseguir aceitar que somos todos ignorantes perante o desconhecido e o facto de que a lanterna clickada sobre a sombra de novos descobrimentos podem mudar tudo. E perante esse novo descobrimento, saber olhar para ele sem preconceito. Só a partir dessa humildade podemos evoluir e então...transcender.

Não basta ver o telejornal, ser seguidista e limitarmo-nos a ser vitimas de obscurantismo, senão nem meio há de nos apercebermos de novas coisas. Vamos procurar a razão de estarmos cá, debruçar-nos sobre o que nos interessa com a alma que se requer. vamos fazer os nossos descobrimentos e olhar para eles com a frescura e inocência que eles merecem para então...evoluir

Obrigado LENINE.

100 anos de eternidade.

Salvamarte.




domingo, 18 de outubro de 2009

Nova Escola Americana - kid cudi - Man on the moon: the end of day.






Este era um dos albums mais antecipados do ano para os "hipsters", beat-hoppers e esses pseudo-hiphop lovers que só gostam de beats. A esta altura do campeonato devem estar a caminho das discotecas a fazer manifestações e a procura de meios de cancelar a compra no itunes.



1º Kid Cudi é um WACK MC . Soulja Boy é um spitter mais legitimo que Cudi.

2º Então porquê o aparato sobre o mano e porquê o contrato com a G.O.O.D. music - Cudi tras uma personagem e uma sensibilidade artistica muito semelhante a de Kanye, e no fundo o Album Man on the Moon é o album que Kanye gostaria de ter feito com Heartbreak and 808´s facilmente o projecto mais debil e apressado do Louis Vuitton Don, o derradeiro perfeccionista que supostamente masterizou o "stronger" mais de 80 vezes.

Para além disso, Cudi é um musico, um artista que sente Hiphop mas que facilmente poderia cair na categoria de indie music, usa samples de band of horses e paul simon, coisas raras e confesso que a mixtape dele me trouxe excitação particularmente com o cover de "50 ways to leave your lover" desta feita "50 ways to make a record" tem outros gems lá, inclusive o super smash "day n´nite" que acaba por sumariar quem o kid cudi é - Boa musica, original, ecletico mas liricamente tão abstracto, flow tão quadrado e nonsensical que o interesse que qualquer um possa ter pela personagem de Cudi morre e fica à mercê dos beats e refrões cantados.

Muitos argumentam que a Mixtape de Cudi é um classico, aceito no sentido em que musicalmente nunca vi algo do género, fundiu indie music com hiphop de uma forma que jamais tinha visto, agora isso não faz de Cudi um grande cantor ou um grande rapper.

Essa nova escola de rappers da America é toda muito average, mas aqueles que tenho sentido em ocasião são: Mickey Factz, Wale, Cory Gunnz, Asher Roth, Drake e J. Cole. Em breve devo fazer uma análise mais profunda a todos.

Há tempos, para o site gobshout(Uk) foi-me pedido um "preview" daquilo que eu achava que o album do Cudi seria, e é-me penoso hoje ter estado tão certo ontem (nastradamus stuff) :

Cudi is an amateur rapper, he's like wise a bad communicator, his lyrics are spacey and incomprehensible most of the time. On the other hand he was borderline genius choosing the landscape sounds of his classic mixtape, has a cool mass appeal relaxed singing voice, like dwele without soul or minimalism which is great for transcending race barriers. he brings a character to table, like eminem brought you slim shady in 97, like busta with a cartoon character in end of tribes peak and break up of leaders of the new school and with the gimmick they created a particular sound came with it and god knows hiphop needs it, origininality and arstistry of this sort is the only way for hiphop, there is no way it'll make it if everybody just raps the same topics and doesnt dream conceptual albums anymore . its funny rappers didnt take the Cudi route more, considering that "ready to die" was arguably the best rap album of the 90s decade and so many in that format successfully followed.

I've been hearing cudi rap with others, consequence, radio shows etc...He doesn´t do it often, smartly so, as he looks extremely vulnerable doing it, resulting in not exposing himself too much in the typical rap collaborative fashion, because he knows, at the end of the day that he's not an MC. He's a different type of player in the game, maybe the embodyment, the shinest beacon of the avant-guard phenomenom in the american hiphop arena: "hipster rappers". Where medaphors, lyrical prowess is substituted by sing-song swagger flows, sinthesizers and quirky beats. In this arena "a kid named Cudi" the rappers debut mixtape is seminal and unmatched by any other rapper who treads into this simbiosis - hipster(fucking with pop dance cool trends of music) and mixing it with | hiphop. A cousin of cudi is Wale, one of the first to experiment with alien styles of music that don't usually cling in hiphop's cypher. He himself when questioned by Joe Budden on camera didn't shy out in confessing that his family member couldn't spit. Regardless, Kid's singing ability, pop appeal, sonic sensibility is bigger than wale's will ever be.

A word of advice for listeners>
If you're looking for a revolutionary rap album you won't find it lyrics or mcing, one can only pray that it will be a dope music album with infectious hooks and enslaving with its beats and layer cake synths. The line up looks fantastic - Kanye, Mgmt, Dot the genius and the usual collaborators Ratatat (the indie rockers hiphop dream and the hiphoppers indie dream come true) pat and emile as well as the rap typical format conserved through common's narration.
I honestly think that this is just going to be a cute album, i don't think cudi's got it in him to ignite hiphop essentially because of his delivery handicaps, I hope profoundly that i'm wrong. I think that the mvp out of good music's camp this year will be Mr. Hudson with straight no chaser dropping oct. 6.

Future Previews|Reviews, the albums hiphop's been waiting for this year:
raekwon - ob4cl2 . Drake - so far gone . Reflection Eternal 2 - talib kweli and Hi-tek . Jay-z - the blueprint 3 . Wale - attention deficit . Joell Ortiz's unnamed december project. Crooked I - B.O.S.S. . Royce da 5'9 - Street Hop . Nas and Damien Marley's duet LP Distant Relatives . Buckshot and Krs-one duet lp . Rakim's comeback album . saigon - warning shots 2 . lupe fiasco - lasers . Eminem - relapse 2 . Ghost and dooms duet Lp . and ofcourse...Dr. Dre - detox is sheduled for release this year as well.

Nem giro foi, os beats e a musica são originais mas raramente excitam, a colaboração com MGMT deve ter sido o ponto alto. Daqui a 3 meses ninguem se vai lembrar deste album, senão pelo day and nite e o impacto que a track tem no dancefloor. Acho que Cudi não vai durar na arena do hiphop, tem de aceitar que é um musico e parar de querer rimar, daria um artista indiepop muito interessante. Do campo do Kanye, continuo à espera do Mr. Hudson a nova vinda do Sting.

Salvamarte

sábado, 17 de outubro de 2009

Kev Brown - Random Joints Ep

Mano produz há bué de tempo, sinto a clicka, a humildade, a postura, não é um mc extraordinario mas ta a crescer, o novo ep dele ta aí no itunes:

Another Random Joint - Kev Brown from Humble Monarch on Vimeo.


p.s. Dj Scotch, sei que vais curtir isso.

paz


Salvamarte

Monsters of Folk


Quando descobri que a minha banda americana folk favorita, Bright Eyes se ia juntar a M. ward e ao vocalista dos My Morning Jacket para o projecto MONSTERS OF FOLK quase tive um orgasmo.

O Album saiu e é belíssimo. os contributos individuais distinguem-se com uma nitidez matumba, consigo sentir em quê que cada génio meteu mão, sente-se cada um deles em varias cancões, mas raramente um conjunto.

Quem são afinal os monsters of folk, senão die hard fãs uns dos outros? Essa é a questão que se têm de se fazer num proximo projecto. Porque apesar de terem conseguido fazer grandes musicas, como colectivo não têm identidade, acho que devia haver separação de papeis, Connor Oberst devia apenas escrever e cantar, M. Ward contribuir na guitarra e baladas estilo cash que faz com uma vulnerabilidade e crueza inimitável. Morning Jacket por sua vez, devia emprestar a sua voz doentia, drum kit e tratar dos arranjos vocais e o maestro, multi instrumentista e productor Mike mogis devia coordenar todo o movimento.

Não há identidade sonora e há quiçá musicas a mais, ainda assim é um album feito por mestres e e monstros da delicadeza. Há grandes cancões neste projecto. Oberst parece estar a trabalhar demais nessa enchente de projectos paralelos que tem feito, mas a sua varinha lirica, apresenta-se mágica como sempre. A sua escrita visual, voz de paciente terminal continuam eficazes, mas com tanto projecto e registo repetido a mistica já não se sente igual.

Oberst diz que vai reformar Bright eyes em 2010-2011 se calhar é a melhor coisa a fazer.

M. Ward tá mais country, gosto do seu registo Cash minimalista mas quando cai pra essas lides de Dolly Parton e Cowboy do Texas não consigo apreciar. Talvez seja uma limitação minha mas acho country mesmo wack. O Dylan no seu programa de radio explicava que a graça do country estava na expressão simples e verdadeira de sentimentos. Pensei pra mim, "ahmmmmm, soul music para os brancos na América".

Oiço Cash, tenho 2 vynis do mano, nunca ouvi musica mais crua e verdadeira senão na essência do hiphop e do folk. Ainda assim, country como género distancia-se bué do folk e do hiphop, assim como o blues, porque apeser dessa simplicidade, expressão de emoções profunda que partilha, não tem poesia, os versos repetem-se infindávelmente mas não há preocupações liricas, o rigor para a performance das palavras é basico, o importante é veicular o sentimento. Pra mim isso não basta.

Os momentos country de Monsters of Folk pra mim não bastam. O album esta muito bem produzido e masterizado, como Mogis nos tem habituado. Estou curioso para saber que tipo de futuro terão os monstros enquanto colectivo.


primeiro single - Dear God (apreciem a ironia)




Temazcal




"love we made at gunpoint, wasn´t love at all" - Oberst é doente. Continua o meu constructor de frase favorito.


Salvamarte

Chuva Humana

Estamos todos ligados, tudo esta ligado a tudo e quando nos apercebemos disso, conseguimos fazer coisas lindas...




Salvamarte

Modest Mouse


(2009, sony music)

Os Modest Mouse são uma banda de Indie rock criada em Seattle no épico ano de 1993. Têm inevitavelmente elementos grunge derivados do Boom rastilhado por Cobain, Vedder, Cornell e amigos da mesma cidade.

São a longo prazo bem mais experimentais que qualquer banda grunge, sem jamais terem tido o impacto lirico ou carisma vocal que se aconchegue aos lendarios Pearl Jam e Nirvana, que para alem de apadrinharem um estilo de rock, estão diluidos na historia como ícones de uma geração.
Digo diluidos porque nunca pediram ou clamaram tal papel, muito pelo contrario, idolatravam pessoas como o Bowie mas nunca na mesma medida que veneravam Neil Young que sempre se alienou das grandes editoras e circuitos pop, um dos maiores hippies da musica, viveu em nome da musica, fez os shows que quis quando quis, um verdadeiro héroi que faz musica com uma longevidade que poucos paralelam. Quando Cobain descobriu que ao invés de ser um Bob Dylan ou um Neil Young estava a ser pressionado a ser um Michael Jackson e Madonna, tirou a sua propria vida, deixando apenas uma carta com excertos liricos de...Neil Young.

O que Cobain talvez não tenha percebido é que Dylan e Young tambem tiveram essa pressão mas souberam lidar com ela, refutando todas as teses de profeta, cara geração, messias e todo o aparato que se envolveu em torno do seu génio criativo. Pena. Com a morte do Cobain, veio o boom internacional do grunge que durou apenas mais um anos na garganda de Vedder e os Pearl Jam.

Os Modest Mouse continuaram, sem nunca propriamente terem sido grunge, mas deve-se enfatizar que a diversidade que lhes é atribuida veio involuntariamente tendo sofrido contribuições vocais e instrumentais ora ocasionais ora permanentes de mais de 8 membros diferentes. Os seus criadores e membros de maior longevidade são Isaac Brock, vocalista, Eric Judy, baixo guitarra e percursão e Jeremiah Green, bateria e percursão.

Num espaço de 16 anos conseguiram-se estabelecer como uma das bandas de maior culto no cenario de musica independente da America. têm inclusive um album de platina - good news for people who love bad news (2004). Trocadilho interessante, pena que o album não me despertou o mesmo interesse, acho que nessa altura os Modest estavam a colher os frutos da popularidade de mais de uma década na estrada. Os trabalhos previos são bem mais interessantes, mas vendas nunca reflectiram qualidade musical, "só musica doente hoje, é popular" já dizia nietzchie no séc. 19.

"No one´s first and you´re next" é um belissimo Ep. E para o batalhão de pessoas que já ouvi falar de Modest e nunca chegou a ouvir um album é uma excelente introducão. Recheado de singles lado B, musicas novas e antigas, apresenta toda a diversidade do colectivo assim como acarreta valor actual e antologico.

Pontos altos: o fantastico King Rat, the whale song e autumn song.


King Rat


(video não oficial)



Salvamarte.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pharoahe Monch

Existem rappers e existem Mc´s.

Mc´s hoje são especie rara. Pharoahe é um dos mais dotados a alguma vez cuspir. Jamais vai atingir platina, mas essa historia dos numeros só começou a ser relevante depois do 50 cent começar a fazer as pessoas olhar para os números ao invés do producto. Nos anos 90 ser ouro ou platina era irrelevante pra hiphop heads.
Não sei quantas cópias o internal affairs vendeu, nem interessa.

Pharoahe é muito completo, faz tudo bem, bom storytelling, canto, estilismo, liricismo, comunicacão, pertinência e como se não bastasse, reza a lenda, doentio ao vivo.

Ainda não fez um album á atura do seu talento, é se calhar um slick rick da nossa geração.

Deixo-vos com um video que gosto imenso, sobretudo a parte da invocação, da alma, de onde vem a transcendência, a soul, a magia? Ele explica que faz esse estudo, Eu também o faço, usa adjectivos como honestidade, amor, fala da importância de passar emoção na track, tom de voz...
se calhar as armas mais importantes na performance dos MC´s.

Fala-se muito em Jay-z hoje em dia como melhor MC de sempre, eu nem sequer tenho a certeza se o ponho no meu top 10. O Pharoahe, quanto a esse, nem hesito.




Salvamarte

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Drake featuring kanye west, lil'wayne, eminem - Forever

Esta musica tem girado a net criando katrinas e enchentes de controversia nos forums blogs e message boards. Muitos putos tem-me perguntado o que eu acho disto...


As questoes pertinentes que se levantaram foi:

A musica supostamente reune os "melhores mcs" da actualidade, quem cuspiu melhor?

Lil'wayne e o suposto "top rapper" da america do momento, como e que o devemos pesar na balanca em relacao aos seus predecessores?

Drake?

Forever, como musica?

Primeiro, Forever como musica ta gira, qualquer adjectivo que se paralele a classico ou epico e jogo de luz, fumo, e ventoinha pra fazer esvoacar o cabelo, quero dizer, ficcao, hype e exagero.
Conceptualmente, e uma musica falhada. Lebron James o Sao Sebastiao da NBA convidou Drake para fazer uma musica que falasse de Eternidade para por na soundtrack do seu filme que esta para sair. Drake usou a oportunidade para chamar os supostos melhores MCs da actualidade para cada um em 16 bars relatar porque, e o que e necessario pra se ser eterno. Nao muito diferente da musica "classic" ha uns anos atras patrocinada pela Nike, reunindo Krs, Nas, Rakim e Kanye:



Mas neste contexto, a musica falhou porque em vez de abordarem o tema como aquando do "Classic", limitaram-se a um espetaculo de ego trip, fazendo a musica funcionar apenas pelo sangue jorrado na arena de competicao. Forever e portanto, uma banal ego trip song que reune um combate entre a nova escola e a velha escola, a cuspir desta feita num beat que nao sendo sick e acima da media, sobretudo pelas variacoes pormenores e camadas, a mudanca dos drums ta dope.

Os unicos MCs de Elite, a meu ver, que e justo dizer-se estar entre os "melhores mc's da actualidade" sao o Eminem e o Drake. Eminem apesar de estar tematicamente cansado, redundante ainda nao vi ninguem supera-lo na abordagem ao instrumental, Shady e mesmo um eterno esfomeado.

Drake



Drake e uma especie de simbiose entre Andre 3000, jay-z e lil'wayne. E o rapper/Crooner, que mistura rap e r&b de uma forma dope. Nem e injusto dizer que e o melhor rapper/cantor a emergir do hiphop americano desde a lauryn e Andre 3000.

A diferenca entre niggaz como o k-os, will.iam, b.o.b. , kid cudi vs. Drake, e que os primeiros sao essencialmente musicos e cantores que rimam, nao sao mc's. Drake e um fenomeno contrario, por isso um fenomeno mais efemero e especial: um MC que canta. Gosto de pensar que Drake e K'naan sao os new comers sing song/rappers que mais MCs sao. Tenho carinho por ambos.

E um protegido do lil'wayne que e muito melhor que o Wayne, porque? Excelente voz, rima melhor que wayne, sinto que escreve melhor que wayne, comunica melhor que wayne, tem mais flow que wayne, canta e tem a capacidade de fazer melhores musicas que wayne. E o mais impressionante e a consistencia do mano. Tem apenas 2 mix-tapes, nao tem contrato editorial e e o rapper mais bem sucedido da america em 09, rookie do ano consensual e ate cuspiu no album do jigga. Acho que nunca se viu na historia do rap um mixtape rapper, sem editora, cuspir num album mainstream muito menos do Jigga.

drake tem 50 musicas, as 50 sao boas musicas e a maioria tem versos rebobinaveis. Tem limitacoes claro, sobretudo tematicas, e um ll cool j que faz pussy rap e grandes sons biograficos = emo rap reminiscente de um kanye west da velha guarda ou um Murs 3;16 e pouco mais.

E a meu ver o melhor rapper da nova escola no cenario mainstream americano, a par de k'naan, o mais recente imigrante Nova Iorquino, dai a coloca-lo no patamar da America. Drake pra concluir, tem uma dica muito especial, faz as musicas soarem effortless, parece facil, sao as unicas semelhancas que atribuo ao jigga.



Lil'wayne



Lil'wayne e um average rapper. E provavelmente o top mc mais debil e limitado da historia do rap. E um nigga que vendeu platina com uma musica a fazer uma metafora que compara uma mulher a um "chupa chupa" e um club hit "a milli" que depois de ter sido fatigado por todos os MCs do planeta veio a descobrir-se que o verso original foi o mais wack sugiro que oicam a versao do asher roth, copywrite, crooked i e centenas de outros rappers q o fizeram melhor que ele.
A mixtape supostamente classica do Lil'wayne e a "the drought 3" se compararmos com a serie do crooked i "hiphop weeklys" com a mixtape do joell ortiz deste ano, "covers the classics", com o trabalho do proprio Drake, e de outros new comers como cory gunz -

o lil'wayne e basico e limitado.

Se quisermos mesmo ver a coisa de outro prisma, Lil'wayne tematicamente raramente surpreende, o album the carter 3 e mediano e o nigga tem tipo 1000 musicas com apenas 15 versos rebobinaveis. Como e que um rapper com este tipo de track record pode ser aclamado de melhor da actualidade. Don't believe the hype.

Kanye west

Kanye e super competitivo, cresce todos os anos como rapper, e uma lenda pelos albums classicos que fez, e um artista fenomenal por um punhado de razoes, mas nao e um dope MC, e apenas um nice MC. Merece o hype, trabalha muito, mas comparando-o com um Apathy ou Papoose entre dezenas de exemplos que poderiam ser dados, Kanye nao e top MC.

Eminem


Volto a reiterar, esta cansado e as x ate soa mal em cima dos beats, mas e um mano que nao tem nada a provar, ta no hall of fame, mas que se nota que nao basta pra ele. Eminem sonha e esforca-se pra ser o G.O.A.T. (greatest of all time)
E dos rappers mais esfomeados, perfeccionistas que alguma vez vi. Caiu dps do Eminem show, nao e tao consistente como o jay-z por exemplo, mas enquanto o jigga tem consistencia nunca testemunhei genio no seu rap, contrariamente a Eminem que busca sempre a excelencia na rima, sempre a superacao mesmo quando falha, a fome dele e notoria. Foi o melhor no som e a razao e simples:

- Eminem e um acrobata, ele ja nem faz rimas silabicas,
cospe em esquemas multisilabicos

- Todos cuspiram muito bem e confesso que ate o Lil'wayne me impressionou,
fui injusto, lil'wayne passa a ter 16 grandes versos em 1000 musicas. lol e nenhum som classico. Mas o Em trouxe outra dica, bem mais elevacao que os demais.

- Abordagem ao beat do Em foi complexa todos os outros foram average com a excepcao do Drake

- Intensidade e drama...Ja sabemos que nesse departamento so o pac competia com o shady.

- Mano conseguiu no mesmo tempo que o outros rappers cuspir o dobro das palavras, e ainda ter impacto lirico. Impressionante, e deste tipo de motivacao que lendas sao feitas.

Por esssas razoes o Eminem foi o melhor. No que toca ao argumento de "melhores mcs" da actualidade, so vejo verdade parcial, 50%= Drake e Em sao mesmo mcs e acho pertinente coloca-los entre os melhores o resto e hype.



Salvamarte