segunda-feira, 19 de outubro de 2009

100 anos de Lénine - Obscurantismo


Lenine, pai da revolução comunista russa, foi um dos maiores pensadores do sec. 20.

Este ano marca o centário da obra «Materialismo e Empiriocriticismo» publicada em Maio de 1909,
e hoje mantém-se tão relevante como ontem.

Temos de dar props a quem teve cá ontem para percebermos o amanhã.

A dica mais phat deste livro pra mim ta na sua função contra teses obscurantistas -

O Obscurantismo é um hábito de ocultar factos que possam denunciar ou contraditar actos, opiniões, argumentos e afirmações de certos grupos que se arvoram donos da verdade.

O obscurantismo é uma atitude política, religião ou doutrina que se opõe a difusão dos conhecimentos científicos entre as classes populares.

Obscurantismo, é também um estado de espírito oposto à razão e ao progresso intelectual e material; um desejo de não instrução, um estado de completa ignorância; doutrina contrária ao progresso.

Lénine, nesta obra, analisa portanto esta pretensa «crise da ciência» ou «crise da física moderna».
De uma forma aprofundada, Lénine defende, na sua obra, que:

1.º - Há coisas que existem independentemente da nossa consciência, independentemente das nossas sensações, fora de nós.

2.º - Não existe e não pode existir diferença alguma de princípio entre o fenómeno e a coisa em si. A única diferença efectiva é a que existe entre o que é conhecido e o que ainda não é.

3.º - Sobre a teoria do conhecimento, como em todos os outros campos da ciência, deve-se raciocinar sempre dialecticamente, isto é, nunca supor invariável e já feito o nosso conhecimento, mas analisar o processo pelo qual o conhecimento nasce da ignorância ou graças ao qual o conhecimento vago e incompleto se torna conhecimento mais adequado.

Embora escrito há mais de cem anos, este texto mantém uma extraordinária actualidade, não obstante os avanços no conhecimento científico no campo da Física terem rectificado alguns dos seus postulados.

Numa altura em que, novamente, perante as dificuldades de interpretação dos novos conhecimentos científicos, proliferam concepções obscurantistas, é de todo o interesse debater,
a validade do conhecimento pelo homem dos fenómenos naturais.

..,,..

Vivemos num mundo de progresso inédito, a informação gira o globo a velocidades vertiginosas pelo avanço cientifico que amassamos, no entanto o fosso entre os ricos e os pobres nunca foi tão abismal.
Os politicos na maioria dos países comunicam de uma forma obscurantista, ou seja, comunicam de forma que as massas não entedem ou se identificam.

O sistema educacional a escala mundial é obscurantista, educa-nos a ser inaptos sociais, ensinando-nos merdas que têm pouco ou nada a ver a nivel empirico com o nosso dia-a-dia.
Entrei pra faculdade a pensar que ia estudar uma coisa e a experiência provou ser precisamente o contrário, só no meu mestrado estudei aquilo que queria mesmo estudar. Entramos pra faculdade míopes, saímos dela cegos. Sem noção palpável do que andamos 22/23 anos a estudar.

Os média são essencialmente, salvo raras excepções obscurantistas.

A t.v. e maioritariamente obscurantista.

Os estados-nação vitimas de um mercado livre regido por corporações transnacionais, são obscurantistas.

Os productos, canais de consumo e artefactos que definem o nosso consumo são esmagadoramente, obscurantistas.

A verdade indiscutível, o ser ou não ser das questões, o fundamental não aprendemos numa sala de aulas, no telejornal, não tá aí pras massas absorverem. Tá refundido atrás de grupos religiosos, sinergias multinacionais, salas G8, reuniões FMI, bancos, bancos mundiais, gabinetes recônditos das nações unidas, maçonarias secretas,religiosos de batinas, engravatados de bolsa metropole financeira e homens de capital disfarçados de filantropos.

Na era de internet...quem encherga é apenas uma minoria. Ainda 100 anos após, vivemos numa era obscurantista.

Quando era miudo seguia homens, tal como um John Mccandless seguiu um Jack London, Tolstoi para o meio de um Alaska apenas pra morrer sozinho. John, apenas um exemplo entre muitos. Se tivesse seguido os meus idolos até as ultimas consequências como ele o fez, como tive para fazer, hoje certamente não estaria aqui. Importa no entanto, não fazer de nenhum homem Deus porque somos todos apenas humanos e nessa limitação carnal todos falíveis. Temos de saber extrair o melhor de cada homem e sem holofotes teologicos sobre Lenine há uma lição de enternidade a extrair: Um "só sei que nada sei", a humildade de conseguir aceitar que somos todos ignorantes perante o desconhecido e o facto de que a lanterna clickada sobre a sombra de novos descobrimentos podem mudar tudo. E perante esse novo descobrimento, saber olhar para ele sem preconceito. Só a partir dessa humildade podemos evoluir e então...transcender.

Não basta ver o telejornal, ser seguidista e limitarmo-nos a ser vitimas de obscurantismo, senão nem meio há de nos apercebermos de novas coisas. Vamos procurar a razão de estarmos cá, debruçar-nos sobre o que nos interessa com a alma que se requer. vamos fazer os nossos descobrimentos e olhar para eles com a frescura e inocência que eles merecem para então...evoluir

Obrigado LENINE.

100 anos de eternidade.

Salvamarte.




domingo, 18 de outubro de 2009

Nova Escola Americana - kid cudi - Man on the moon: the end of day.






Este era um dos albums mais antecipados do ano para os "hipsters", beat-hoppers e esses pseudo-hiphop lovers que só gostam de beats. A esta altura do campeonato devem estar a caminho das discotecas a fazer manifestações e a procura de meios de cancelar a compra no itunes.



1º Kid Cudi é um WACK MC . Soulja Boy é um spitter mais legitimo que Cudi.

2º Então porquê o aparato sobre o mano e porquê o contrato com a G.O.O.D. music - Cudi tras uma personagem e uma sensibilidade artistica muito semelhante a de Kanye, e no fundo o Album Man on the Moon é o album que Kanye gostaria de ter feito com Heartbreak and 808´s facilmente o projecto mais debil e apressado do Louis Vuitton Don, o derradeiro perfeccionista que supostamente masterizou o "stronger" mais de 80 vezes.

Para além disso, Cudi é um musico, um artista que sente Hiphop mas que facilmente poderia cair na categoria de indie music, usa samples de band of horses e paul simon, coisas raras e confesso que a mixtape dele me trouxe excitação particularmente com o cover de "50 ways to leave your lover" desta feita "50 ways to make a record" tem outros gems lá, inclusive o super smash "day n´nite" que acaba por sumariar quem o kid cudi é - Boa musica, original, ecletico mas liricamente tão abstracto, flow tão quadrado e nonsensical que o interesse que qualquer um possa ter pela personagem de Cudi morre e fica à mercê dos beats e refrões cantados.

Muitos argumentam que a Mixtape de Cudi é um classico, aceito no sentido em que musicalmente nunca vi algo do género, fundiu indie music com hiphop de uma forma que jamais tinha visto, agora isso não faz de Cudi um grande cantor ou um grande rapper.

Essa nova escola de rappers da America é toda muito average, mas aqueles que tenho sentido em ocasião são: Mickey Factz, Wale, Cory Gunnz, Asher Roth, Drake e J. Cole. Em breve devo fazer uma análise mais profunda a todos.

Há tempos, para o site gobshout(Uk) foi-me pedido um "preview" daquilo que eu achava que o album do Cudi seria, e é-me penoso hoje ter estado tão certo ontem (nastradamus stuff) :

Cudi is an amateur rapper, he's like wise a bad communicator, his lyrics are spacey and incomprehensible most of the time. On the other hand he was borderline genius choosing the landscape sounds of his classic mixtape, has a cool mass appeal relaxed singing voice, like dwele without soul or minimalism which is great for transcending race barriers. he brings a character to table, like eminem brought you slim shady in 97, like busta with a cartoon character in end of tribes peak and break up of leaders of the new school and with the gimmick they created a particular sound came with it and god knows hiphop needs it, origininality and arstistry of this sort is the only way for hiphop, there is no way it'll make it if everybody just raps the same topics and doesnt dream conceptual albums anymore . its funny rappers didnt take the Cudi route more, considering that "ready to die" was arguably the best rap album of the 90s decade and so many in that format successfully followed.

I've been hearing cudi rap with others, consequence, radio shows etc...He doesn´t do it often, smartly so, as he looks extremely vulnerable doing it, resulting in not exposing himself too much in the typical rap collaborative fashion, because he knows, at the end of the day that he's not an MC. He's a different type of player in the game, maybe the embodyment, the shinest beacon of the avant-guard phenomenom in the american hiphop arena: "hipster rappers". Where medaphors, lyrical prowess is substituted by sing-song swagger flows, sinthesizers and quirky beats. In this arena "a kid named Cudi" the rappers debut mixtape is seminal and unmatched by any other rapper who treads into this simbiosis - hipster(fucking with pop dance cool trends of music) and mixing it with | hiphop. A cousin of cudi is Wale, one of the first to experiment with alien styles of music that don't usually cling in hiphop's cypher. He himself when questioned by Joe Budden on camera didn't shy out in confessing that his family member couldn't spit. Regardless, Kid's singing ability, pop appeal, sonic sensibility is bigger than wale's will ever be.

A word of advice for listeners>
If you're looking for a revolutionary rap album you won't find it lyrics or mcing, one can only pray that it will be a dope music album with infectious hooks and enslaving with its beats and layer cake synths. The line up looks fantastic - Kanye, Mgmt, Dot the genius and the usual collaborators Ratatat (the indie rockers hiphop dream and the hiphoppers indie dream come true) pat and emile as well as the rap typical format conserved through common's narration.
I honestly think that this is just going to be a cute album, i don't think cudi's got it in him to ignite hiphop essentially because of his delivery handicaps, I hope profoundly that i'm wrong. I think that the mvp out of good music's camp this year will be Mr. Hudson with straight no chaser dropping oct. 6.

Future Previews|Reviews, the albums hiphop's been waiting for this year:
raekwon - ob4cl2 . Drake - so far gone . Reflection Eternal 2 - talib kweli and Hi-tek . Jay-z - the blueprint 3 . Wale - attention deficit . Joell Ortiz's unnamed december project. Crooked I - B.O.S.S. . Royce da 5'9 - Street Hop . Nas and Damien Marley's duet LP Distant Relatives . Buckshot and Krs-one duet lp . Rakim's comeback album . saigon - warning shots 2 . lupe fiasco - lasers . Eminem - relapse 2 . Ghost and dooms duet Lp . and ofcourse...Dr. Dre - detox is sheduled for release this year as well.

Nem giro foi, os beats e a musica são originais mas raramente excitam, a colaboração com MGMT deve ter sido o ponto alto. Daqui a 3 meses ninguem se vai lembrar deste album, senão pelo day and nite e o impacto que a track tem no dancefloor. Acho que Cudi não vai durar na arena do hiphop, tem de aceitar que é um musico e parar de querer rimar, daria um artista indiepop muito interessante. Do campo do Kanye, continuo à espera do Mr. Hudson a nova vinda do Sting.

Salvamarte

sábado, 17 de outubro de 2009

Kev Brown - Random Joints Ep

Mano produz há bué de tempo, sinto a clicka, a humildade, a postura, não é um mc extraordinario mas ta a crescer, o novo ep dele ta aí no itunes:

Another Random Joint - Kev Brown from Humble Monarch on Vimeo.


p.s. Dj Scotch, sei que vais curtir isso.

paz


Salvamarte

Monsters of Folk


Quando descobri que a minha banda americana folk favorita, Bright Eyes se ia juntar a M. ward e ao vocalista dos My Morning Jacket para o projecto MONSTERS OF FOLK quase tive um orgasmo.

O Album saiu e é belíssimo. os contributos individuais distinguem-se com uma nitidez matumba, consigo sentir em quê que cada génio meteu mão, sente-se cada um deles em varias cancões, mas raramente um conjunto.

Quem são afinal os monsters of folk, senão die hard fãs uns dos outros? Essa é a questão que se têm de se fazer num proximo projecto. Porque apesar de terem conseguido fazer grandes musicas, como colectivo não têm identidade, acho que devia haver separação de papeis, Connor Oberst devia apenas escrever e cantar, M. Ward contribuir na guitarra e baladas estilo cash que faz com uma vulnerabilidade e crueza inimitável. Morning Jacket por sua vez, devia emprestar a sua voz doentia, drum kit e tratar dos arranjos vocais e o maestro, multi instrumentista e productor Mike mogis devia coordenar todo o movimento.

Não há identidade sonora e há quiçá musicas a mais, ainda assim é um album feito por mestres e e monstros da delicadeza. Há grandes cancões neste projecto. Oberst parece estar a trabalhar demais nessa enchente de projectos paralelos que tem feito, mas a sua varinha lirica, apresenta-se mágica como sempre. A sua escrita visual, voz de paciente terminal continuam eficazes, mas com tanto projecto e registo repetido a mistica já não se sente igual.

Oberst diz que vai reformar Bright eyes em 2010-2011 se calhar é a melhor coisa a fazer.

M. Ward tá mais country, gosto do seu registo Cash minimalista mas quando cai pra essas lides de Dolly Parton e Cowboy do Texas não consigo apreciar. Talvez seja uma limitação minha mas acho country mesmo wack. O Dylan no seu programa de radio explicava que a graça do country estava na expressão simples e verdadeira de sentimentos. Pensei pra mim, "ahmmmmm, soul music para os brancos na América".

Oiço Cash, tenho 2 vynis do mano, nunca ouvi musica mais crua e verdadeira senão na essência do hiphop e do folk. Ainda assim, country como género distancia-se bué do folk e do hiphop, assim como o blues, porque apeser dessa simplicidade, expressão de emoções profunda que partilha, não tem poesia, os versos repetem-se infindávelmente mas não há preocupações liricas, o rigor para a performance das palavras é basico, o importante é veicular o sentimento. Pra mim isso não basta.

Os momentos country de Monsters of Folk pra mim não bastam. O album esta muito bem produzido e masterizado, como Mogis nos tem habituado. Estou curioso para saber que tipo de futuro terão os monstros enquanto colectivo.


primeiro single - Dear God (apreciem a ironia)




Temazcal




"love we made at gunpoint, wasn´t love at all" - Oberst é doente. Continua o meu constructor de frase favorito.


Salvamarte

Chuva Humana

Estamos todos ligados, tudo esta ligado a tudo e quando nos apercebemos disso, conseguimos fazer coisas lindas...




Salvamarte

Modest Mouse


(2009, sony music)

Os Modest Mouse são uma banda de Indie rock criada em Seattle no épico ano de 1993. Têm inevitavelmente elementos grunge derivados do Boom rastilhado por Cobain, Vedder, Cornell e amigos da mesma cidade.

São a longo prazo bem mais experimentais que qualquer banda grunge, sem jamais terem tido o impacto lirico ou carisma vocal que se aconchegue aos lendarios Pearl Jam e Nirvana, que para alem de apadrinharem um estilo de rock, estão diluidos na historia como ícones de uma geração.
Digo diluidos porque nunca pediram ou clamaram tal papel, muito pelo contrario, idolatravam pessoas como o Bowie mas nunca na mesma medida que veneravam Neil Young que sempre se alienou das grandes editoras e circuitos pop, um dos maiores hippies da musica, viveu em nome da musica, fez os shows que quis quando quis, um verdadeiro héroi que faz musica com uma longevidade que poucos paralelam. Quando Cobain descobriu que ao invés de ser um Bob Dylan ou um Neil Young estava a ser pressionado a ser um Michael Jackson e Madonna, tirou a sua propria vida, deixando apenas uma carta com excertos liricos de...Neil Young.

O que Cobain talvez não tenha percebido é que Dylan e Young tambem tiveram essa pressão mas souberam lidar com ela, refutando todas as teses de profeta, cara geração, messias e todo o aparato que se envolveu em torno do seu génio criativo. Pena. Com a morte do Cobain, veio o boom internacional do grunge que durou apenas mais um anos na garganda de Vedder e os Pearl Jam.

Os Modest Mouse continuaram, sem nunca propriamente terem sido grunge, mas deve-se enfatizar que a diversidade que lhes é atribuida veio involuntariamente tendo sofrido contribuições vocais e instrumentais ora ocasionais ora permanentes de mais de 8 membros diferentes. Os seus criadores e membros de maior longevidade são Isaac Brock, vocalista, Eric Judy, baixo guitarra e percursão e Jeremiah Green, bateria e percursão.

Num espaço de 16 anos conseguiram-se estabelecer como uma das bandas de maior culto no cenario de musica independente da America. têm inclusive um album de platina - good news for people who love bad news (2004). Trocadilho interessante, pena que o album não me despertou o mesmo interesse, acho que nessa altura os Modest estavam a colher os frutos da popularidade de mais de uma década na estrada. Os trabalhos previos são bem mais interessantes, mas vendas nunca reflectiram qualidade musical, "só musica doente hoje, é popular" já dizia nietzchie no séc. 19.

"No one´s first and you´re next" é um belissimo Ep. E para o batalhão de pessoas que já ouvi falar de Modest e nunca chegou a ouvir um album é uma excelente introducão. Recheado de singles lado B, musicas novas e antigas, apresenta toda a diversidade do colectivo assim como acarreta valor actual e antologico.

Pontos altos: o fantastico King Rat, the whale song e autumn song.


King Rat


(video não oficial)



Salvamarte.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pharoahe Monch

Existem rappers e existem Mc´s.

Mc´s hoje são especie rara. Pharoahe é um dos mais dotados a alguma vez cuspir. Jamais vai atingir platina, mas essa historia dos numeros só começou a ser relevante depois do 50 cent começar a fazer as pessoas olhar para os números ao invés do producto. Nos anos 90 ser ouro ou platina era irrelevante pra hiphop heads.
Não sei quantas cópias o internal affairs vendeu, nem interessa.

Pharoahe é muito completo, faz tudo bem, bom storytelling, canto, estilismo, liricismo, comunicacão, pertinência e como se não bastasse, reza a lenda, doentio ao vivo.

Ainda não fez um album á atura do seu talento, é se calhar um slick rick da nossa geração.

Deixo-vos com um video que gosto imenso, sobretudo a parte da invocação, da alma, de onde vem a transcendência, a soul, a magia? Ele explica que faz esse estudo, Eu também o faço, usa adjectivos como honestidade, amor, fala da importância de passar emoção na track, tom de voz...
se calhar as armas mais importantes na performance dos MC´s.

Fala-se muito em Jay-z hoje em dia como melhor MC de sempre, eu nem sequer tenho a certeza se o ponho no meu top 10. O Pharoahe, quanto a esse, nem hesito.




Salvamarte